O deputado Heitor Júnior (PDT) comemorou o registro feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Sofosbuvir, novo medicamento indicado para o tratamento da hepatite C crônica. Este é o terceiro medicamento aprovado pela agência em 2015, após o registro do Daclatasvir em  janeiro, e do Simeprevir em março. Juntos, eles compõem um novo e eficiente tratamento para a doença disponível no mundo, com um percentual de cura de cerca de 90%. A expectativa é que os medicamentos sejam disponibilizados no Sistema Único de Saúde (SUS) até o final deste ano. O Brasil será um dos primeiros países a adotar as novas tecnologias na rede pública de saúde.

De acordo com o deputado, os medicamentos receberam prioridade de análise na Agência por serem estratégicos para as políticas de tratamento da hepatite do Ministério da Saúde.

A avaliação para a concessão do registro teve duração entre cinco e oito meses. As novas opções terapêuticas proporcionam tempo reduzido de tratamento de um ano, em média, para três meses, redução da quantidade de comprimidos, além da vantagem de serem de uso oral. A expectativa é que o novo tratamento beneficie 60 mil pessoas nos próximos dois anos.

“O Sofosbuvir é o primeiro medicamento dessa nova geração, antiviral de ação direta que atua como inibidor de uma enzima essencial para a replicação do vírus C, a polimerase NSSB de ácido ribonucléico. O Sofosbuvir é bem tolerado, com pouco ou nenhum efeito colateral”, ressaltou. 

Heitor Júnior  ressalta ainda que o registro dos três remédios Sofosbuvir, Simeprevir e Daclatasvir e a incorporação deles ao SUS era uma demanda das associações voltadas para hepatite C. “O que se espera para 2015 é conseguir não só analisar a incorporação tecnológica, mas também a aquisição e distribuição desses medicamentos”, complementou.

A DOENÇA

A hepatite C é causada pelo vírus C (HCV). A transmissão ocorre, dentre outras formas, por meio de transfusão de sangue, compartilhamento de material para preparo e uso de drogas, objetos de higiene pessoal como lâminas de barbear e depilar, alicates de unha, além de outros objetos contaminados com o vírus utilizados na confecção de tatuagem e colocação de piercings. Há também transmissão vertical (de mãe para filho) e sexual. (Mircléia Magalhães)